Sabe-se que vários fatores como a idade, o sexo e a presença de comorbilidades podem influenciar a progressão da incapacidade na EM. O objetivo deste estudo, conduzido numa amostra selecionada de 601 doentes portugueses, foi avaliar o impacto de comorbilidades ou fatores de risco vasculares – nomeadamente, dislipidemia, hipertensão, diabetes mellitus e tabagismo – na progressão da doença.
Com base nas conclusões do estudo, a investigadora recomenda: "é muito importante apostarmos na prevenção das comorbilidades nestes doentes". O controlo da hipertensão, da glicemia e do perfil lipídico "deverá ser algo com que os neurologistas também se devem preocupar". Da mesma forma, o exercício físico, que constitui "uma intervenção não farmacológica muito importante para a prevenção das comorbilidades vasculares", deve ser especialmente incentivado nesta população.

































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